sexta-feira, 2 de abril de 2010

Querida Mariana,

Escrevo-te esta carta para te dizer que os dias passam cada vez mais devagar. Tem chuvido, o que não altera muito a minha condição. Não saio de casa há muito e já nem sei o que sorrir pode ser para ti. Sim, tu sabes que eu só sorria para ti. Não havia outro motivo para o fazer sem seres tu. E tu sabes, novamente, que só tu valias a pena. Tenho pensado muito no que vou fazer com a minha vida, se haverá algo de útil para fazer com a minha vida. Já pensei em tocar numa banda de jazz, mas isso não me dá qualquer prazer. Também já pensei em viajar, mas prefiro ficar na nossa casa. Preciso de ver as tuas fotografias todos os dias, por isso imagina só se as tivesse de levar comigo! Pois, nem dá para imaginar. Mas eu avisei-te. Se as tivesses levado antes de ires embora, nada disto teria acontecido. Concoradas comigo? Bem, isto de concordar é demasiado complicado. Depende dos dias. Às vezes brigávamos pelas coisas mais insignificantes, mas no dia seguinte já concordávamos uma com a outra (e isso era tão confuso!)
E eu sinto tanto a tua falta. Como se nunca te fosse esquecer. Mas eu sei que em breve o vou conseguir fazer. Esquecer-te-ei. É o melhor, não é? Afinal de contas, tu não vais voltar mais.
Mesmo assim espero-te no átrio. Pelas dez horas.

Tua,

Reverie.

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