quinta-feira, 6 de maio de 2010

Construímos castelos no ar. Eu, declamada princesa, usava uma tiara feita do mais puro ouro e dos mais insípidos cristais, que tilintavam quando me baixava perante o negrito das ruas. Brindava ao nosso amor e bebia da vida, enquanto tu fingias ser um príncipe. Mas não tinhas espada, não não. E não tinhas aquilo a que chamam dinheiro. Dormias numa garagem moribunda e comias do que te davam. Também bebias da vida, mas em goles pequenos.
Em comum só tinhamos uma coisa ou uma semi-coisa: ambos caímos naquela grande ilusão chamada amor, pensando que era um belo mar de rosas. Mas nós somos flores solitárias e não há redoma de vidro.

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