sexta-feira, 14 de maio de 2010

A distância é sempre a culpada. As pessoas fartam-se e culpam a distância. Discutem de dia e à noite choram. Mas a culpada é a distância que, eventualmente, é sem-coração ao ponto de separar famílias. Corações destroçados, vidas desfeitas... E a culpada é a distância. Mas a distância está muito distante. Vive num beco ignóbil e sem saída, onde não existem flores de lótus e saudades imensas. E eu conheço-a, sou a única pessoa que lhe faz companhia no hora do chá. Às vezes levo-lhe biscoitos de manteiga, os seus preferidos.

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