quinta-feira, 8 de julho de 2010

no meu pesadelo, tudo foi estranho excepto eu. eu continuei a mesma, por isso conheci-me. tal como sou.
bem, no pesadelo o teu pai morria. sim, eu sei... até a dormir sou demasiado soturna. e muita gente estava na entrada de um edifício. gente que nada aparentavam ter a ver com tudo isto. gente que não via há muitos anos. mas ninguém estava triste. todos comentavam. é normal, digo eu... nenhum deles conhecia o teu pai. talvez em sonhos conhecessem. e ninguém estava triste, como se a morte anunciada fosse apenas mais um motivo de divagação e má-língua. e tu não aparecias no pesadelo, o que estranhei. se calhar tinhas ido para um sítio calmo, fora de toda aquela confusão. se calhar choraste sozinha. mas sabes, podias-me ter levado... as únicas lágrimas daquela concentração eram as minhas.

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