domingo, 8 de agosto de 2010

tomem atenção na primeira palavra da próxima frase e atribuam-lhe também todo o sentido. verdadeiramente, já ninguém se senta no banco de jardim para ver o pôr-do-sol. já ninguém se lembra de ninguém. já ninguém manda cartas. já ninguém encontra alguém por acaso. já ninguém se abraça no meio da rua, em pleno descampado de olhos postos em nós. já ninguém se ama como os meus avós se amam. já ninguém tolera também como eles se toleram.
basicamente, tenho medo do sítio onde vivo. mas tenho ainda mais medo do que me poderei vir a tornar.

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