domingo, 14 de março de 2010

Aqueles últimos cinco minutos significaram mais para mim do que uma vida inteira. Um corredor escuro, com uma porta bem pequena lá no fundo. Um tapete traiçoeiro que me podia ter feito escorregar e umas paredes demasiado invisíveis na noite para não ir na sua direcção. Só me encontrei ali. E no nosso pequeno capricho: Um dia de sol. Janelas e portas forjadas de ferro preto e trabalhado. Uma grande escadaria que nos levasse aos quartos, mas, mais importante ainda, que nos levasse ao pequeno sótão. Um jardim com otílias e salas enormes onde eu me perderia. Quadros nas paredes, um piano na sala e flores espalhadas por todos os cantos da sala. E, o mais importante, luz. Vestidos de seda no guarda-fatos e uns tantos quartos de criança com brinquedos. Uma biblioteca para me perder e o teu abraço para me encontrar. Todos os dias, a todas as horas. Viveríamos assim numa grande casa azul que só eu e tu sabemos onde fica. É algo que o dinheiro não pode comprar.
Nunca vou esquecer as nossas ilusões. Nunca me vou esquecer de sorrir. Ou chorar. Mas que tudo seja por ti.

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