Ela esperava por ele. Era a terceira vez naquele dia. Mas ele não aparecera. A vida citadina rodeava-a de dúvidas, mas também lhe dava alguma calma. Sabia que a cidade andava demasiado agitada: as pessoas corriam de uma ponta para a outra da cidade, cumpriam horários e a sua vida era o típico reboliço; luzes e movimento. Tudo na cidade tinha vida. Tudo no mundo tinha vida. Mas ela sentia-se realmente morta, como se parasse no tempo. Precisava de silêncio, algo que aquele sítio não lhe podia dar. Mas ela tinha de esperar por ele, mesmo que ele não aparecesse... Nunca mais.
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