domingo, 15 de agosto de 2010

Isto é para ti.



Oh, decidi fazer-te um texto em condições. Daqueles com maiúsculas e título. E tudo porque acho que o mereces. Um texto com cabeça, tronco e membros. Um texto coeso e com sentido. Um texto como os primeiros que escrevi aqui, daqueles que ocupam espaço. Porque tu ocupas espaço. Na minha vida. Todos os dias. Por isso, aqui estou eu a pensar: " e por onde hei-de começar? "
Tenho tanto para te dizer e com tanto amor a transbordar. Sim, começamos por aí. Amo-te. E espero que isso chegue. Por agora.
Mas continuando, quero que saibas que ando a fazer uma lista das 101 coisas que gosto em ti. Deves estar a pensar porque não fiz essa mesma lista com as coisas que não suporto em ti. Mas a verdade é: não há nada em ti que eu não goste ao ponto de não suportar. Eu gosto de ti quando amuas e gosto de ti quando finges que estás chateado. Por isso, 101 coisas não chegam. Mas é uma lista que vou completando aos poucos.
Às vezes, gostava que lesses mais. É uma das coisas. Mas tu teimas em contariar-me e eu percebo. Eu exigo demasiado das pessoas e só espero não estar a exigir de ti.
Tu ensinaste-me tanta coisa. E eu só espero ter-te trazido algum proveito ao longo deste tempo todo. Afinal, já passou quase um ano. 12 meses. 365 dias.
Só há uma coisa que me assombra. Eu tenho medo que cresças mais depressa do que eu. Eu tenho medo de ser um peso nessa tua vivência e tenho medo de não ter algo de novo para te dar. Mas eu sou assim, já sabes. Muito bicha e sentimental. E chorona. Enfim, sou do pior. E acredito em coisas do pior. Por falar em acreditar, acho que acredito no destino. Desde que te conheci. E a todos. Já pensaste que se tu não fosses à festa do meu colégio e os rapazes da minha turma não jogassem no mesmo clube que tu, provavelmente eu não estaria a escrever isto? É tudo um rol de lugares e tempo. No sítio certo à hora certa. E se não nos tivéssemos conhecido, seria eu como sou agora? São tudo respostas às quais não sei responder. Andámos juntos no infantário e não ficámos amigos. Tínhamos um conjunto de hábitos familiares iguais e nunca nos encontrámos. Será que só decidiram que nos iríamos encontrar agora? Mais uma vez, não sei. Por agora.
Costumam dizer para não me iludir com amor. Que o amor fere, arde e dói quanto baste. Mas acho que é difícil pensar nisso quando estamos demasiado envolvidos nele. Normalmente só pensamos desse jeito quando as coisas acabam. Dizem que acabam e que aí é para sempre. Mas enfim. Estou envolvida. Por isso, não vamos pensar nisso. Só quando deixarmos de o estar. E eu espero que haja qualquer coisa neste mundo, que por mais mínima que seja, te faça lembrar... Lembrar de mim. Que eu existi. Que passeámos na rua mesmo quando choveu. Que fomos à praia. Que passámos noites num terraço qualquer. Que jantámos e almoçámos juntos. Que eu te fiz rir. Que eu te fiz chorar. E para finalizar, que houve alguém que gostou de ti da forma que eu gosto. Não falo da intensidade, mas sim da forma. Nunca ninguém vai gostar de ti de maneira igual. Pois cada forma de amar é única e intransmissível. E eu acho que já deixei a minha impressão digital na tua vida. Nem que seja na coisa mais pequena deste mundo. E do teu.
Acho que está tudo dito, por agora. Uso tantas vezes esta expressão. Se calhar é só por uma coisa... habituei-me à mudança. Tudo muda. E isso dói. Todos os dias. Mas se calhar também só dói, por agora, e se calhar só me amas, por agora. Será que as coisas são assim?
Bem, isto está tão grande que acho que não vais querer ler. Mas se quiseres saber o fundamental desta mensagem, podes ler só o final (eu sei que vais ler tudo).
Desculpa qualquer dano que te possa ter trazido. Eu às vezes sou assim. E só tenho mais uma coisa a dizer.
O amor é para os parvos. E nós somos uns parvos, Alexandre :)

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